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sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Aula -1ªRevelação - Moisés







1ª REVELAÇÃO – Moisés (justiça)

Moisés era um lindo menino hebreu, filho de escravos. Seus pais sabiam que o faraó havia ordenado que todos os meninos hebreus recém-nascidos fossem mortos, com medo que eles viessem constituir um perigo para a segurança do próprio Egito. Sua mãe, para salvar a vida do filho, colocou o menino em um berço de vime e o deixou às margens do rio Nilo, perto do lugar onde a Princesa Termutis, filha do faraó, e suas criadas costumavam tomar banho. O bebê foi encontrado pela Princesa que lhe deu o nome de Moisés, que em egípcio significa "salvo das águas".
Um dia, Moisés foi defender um escravo Hebreu que estava sendo surrado e, sem querer, acabou matando um soldado egípcio. O rei Ramses II, ficou furioso e Moisés foi obrigado a fugir para o deserto, onde se tornou pastor de ovelhas e se casou com uma moça de nome Zéfora.Moisés trabalhou muitos anos como pastor de ovelhas. Certo dia, ele estava cuidando das ovelhas, quando viu um arbusto que parecia estar em chamas. Chegando perto, viu que o fogo não queimava o arbusto. Então, ouviu uma voz que lhe disse: volte ao palácio e solicite ao faraó a libertação do seu povo.
Mortandade de peixes, enxames de insetos, o aparecimento de rãs em toda parte e epidemias eram flagelos que, com certa periodicidade, atingiam o Egito. Mas a seqüência e a extensão desses fenômenos naturais, habilmente exploradas por Moisés através da sua mediunidade premonitória, puderam ser aproveitadas como intervenção divina em prol dos escravos. E, sob a ameaça de que na última praga morreriam todos os primogênitos egípcios, inclusive o filho do faraó, ele concordou que Moisés levasse os escravos para fora do país.
Moisés, que sempre esteve amparado por seus guias espirituais no cumprimento da sua missão, recebeu, no Monte Sinai, os Dez Mandamentos, que mais de mil anos depois haveriam de ser reiterados por Jesus.
Conversei com as crianças, associando o que elas sabiam (algumas ja tinham assistido ao desenho "Principe do Egito"); explicando o por quê de ser a 1ª revelação, deixando um gancho para a próxima aula: 2ªRevelação


Fixação: Pedi que as crianças completassem as pedras da lei, com os dez mandamentos e tambem dei um caça palavras.(estão no marcador atividades). Trouxe as lei impressas para que ele recortassem e colassem.

sábado, 4 de agosto de 2007


AULA: O homem de bem

I.OBJETIVOS:
Levar o aluno a:
* identificar as principais qualidades de um homem de bem;
* analisar os seus próprios atos, ajustando-os a essas qualidades;
* conscientizar-se da necessidade de promover a reforma íntima, a fim de tornar-se um
homem de bem.

II. INCENTIVAÇÃO:
Narrar a história “O Livro-Libelo”, do livro A Vida Escreve, psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

Conta-se que um famoso advogado não escondia a repulsa que experimentava pela Doutrina Espírita. Nos lugares que freqüentava, se a conversa girasse sobre algum tema do Espiritismo, ele escorregava logo para o deboche:
- Essa história de Espiritismo, só num tratado psiquiátrico- falava com ironia e saía espalhando difamações.
Ele se tornou um adversário do Espiritismo e aproveitou um longo período de férias numa fazenda para escrever um livro contra os ensinamentos espíritas. Era um livro-acusação, um livro de ódio.
Quando se reunia com os amigos, costumava ler algum trecho, em que médiuns eram denunciados e vaiados de maneira cruel. E se divertia, ele e os companheiros, enquanto bebiam um e outro gole de whisky. Quando se preparava para enviar o volume à editora para ser publicado, aconteceu o inesperado.
Dirigia ele um carro luxuoso, perto de um grupo escolar, quando um menino atravessou a rua correndo e foi atropelado sob as rodas do carro. Criou-se logo um tumulto à volta, os policiais chegaram. Ele mesmo apanha o corpo inanimado da criança e, de coração agoniado, procura a residência do menino.
Ele tem consciência de que não foi culpado, mas o seu coração está dilacerado pela dor. Chorando copiosamente, entrega o menino morto aos pais que, em prantos, o recebem sem a mínima queixa.
O pai acaricia os cabelos da criança em silêncio e a mãezinha ora em lágrimas.
O advogado esperava ser humilhado, ferido, acusado. Encontra ali, porém, resignação e serenidade. Pergunta então pela instauração do processo de indenização, mas o chefe da família responde firme: - Nada disso. O doutor não teve culpa nenhuma. Ninguém faria isso por querer. Os desígnios de Deus foram cumpridos...
A mãe do menino, enxugando o rosto, acrescenta: - Choramos, como é natural, mas não desejamos nenhuma indenização. Deus sabe o que faz.
Ele ainda insiste com o dono da casa, mas ele lhe corta e palavra e diz: - O senhor está sofrendo tanto quanto nós... Ore conosco, a fim de se acalmar.
Admirando-lhes a paciência cristã, o advogado pergunta: - Que religião professam?
- Nós somos espíritas – informou o pai da vítima.
O advogado baixou a cabeça e ali permaneceu, sensibilizado e prestimoso, até a realização dos funerais.
À noite, em casa, de coração transformado, fechou-se em seu quarto e rasgou o livro-libelo que tinha escrito.

1. Por que o advogado tinha repulsa pela Doutrina Espírita?
R: Porque ele não tinha o conhecimento dos ensinamentos espírita e fazia um julgamento errado.

2. Como ele se sentiu quando conversou com os pais da criança?
R: Pensou que seria humilhado, acusado, ferido. No entanto, a resignação daqueles pais sofridos, que também reconheceram o seu sofrimento, o deixou sensibilizado.

3. Por que foi preciso que ele passasse por esta dor?
R: Para que se transformasse, para que mudasse o rumo de sua vida.

III. DESENVOLVIMENTO:
1. Como pode um homem verificar se está cumprindo verdadeiramente a lei de justiça, de amor e caridade?
R: Interrogando a própria consciência sobre os seus próprios atos e se está fazendo aos outros aquilo que ele desejaria que lhe fizessem.

2. Por que o sentimento de amor e caridade ao próximo está incluído entre as qualidades do homem de bem?
R: O exercício da caridade impulsiona o homem a pensar nos outros, antes de pensar em si mesmo. Esta prática ajuda o desenvolvimento das demais.

3. Se o homem é bom, humano e benevolente apenas para um grupo de pessoas, ele é um homem de bem?
R: Não, pois ele deve agir sem distinção de classe social, de raça ou crença, porque vê em todos os homens irmãos seus.

4. Os homens que cumprem suas obrigações sociais são homens de bem?
R: Segundo o julgamento dos homens, sim. Nem sempre, porém, perante Deus. A educação humana que não tem suporte no Evangelho é um verniz que desbota à menor contrariedade, transformando homens cultos e bem vestidos em feras humanas.

5. Qual o caminho para sermos homens de bem?
R: Seguir o Evangelho, o código de conduta de caráter universal , baseado nas leis de Deus.

IV. FIXAÇÃO DO CONTEÚDO:
Dividir a turma em grupos peça que deêm exemplos de homens de bem, ou podemos citar alguns nomes (Dr. Beserra, Chico Xavier, Divaldo, Allan Kardec etc) listando suas qualidades.
Podemos levar biografias de alguns espiritas e cada grupo, falara sobre a personagem.
V. PROCEDIMENTO DIDÁTICO:
Aula expositiva

VI. RECURSOS:
Livros, cartazes

VII. BIBLIOGRAFIA:
Kardec, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo
Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos
Xavier, Francisco Cândido e Waldo Vieira – A Vida Escreve

AULA - Solidariedade e Caridade

Objetivos: Ajudá-los a perceber que o problema de uma pessoa não prejudica somente a ela; que o egoísmo é um empecilho à felicidade; que muitos males podem ser evitados, se deixarmos de nos ocupar somente da nossa satisfação ou, no máximo, da dos que estão mais próximos; que caridade e solidariedade são valores que precisam ser cultivados, não só porque nos dizem que deve ser assim, mas porque são ferramentas de promoção do bem-estar geral; que a sociedade é um organismo vivo, no qual um "órgão" depende constantemente do outro; que ajudar não é fazer o mais fácil, nem o que queremos, mas o que aquele que auxiliamos *precisa realmente* que façamos.

Dinâmica inicial
Enrolar os braços dos participantes com cartolinas de modo que não possam dobrar os braços. Dar um pirulito para cada um dizendo que podem comê-lo.Alguns poderão pensar que é um teste de habilidade, mas muitos perceberão que abrir o seu pirulito sozinho é muito dificil e se um der na boca do outro, este fará o mesmo consigo e todos comerão os pirulitos.

. Narrar para eles a historinha abaixo:

A RATOEIRA

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !!A galinha disse:- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.O rato foi até o porco e disse:- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira !- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações.O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse:- O que ? Uma ratoeira ? Por acaso estou em perigo? Acho que não !Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher. O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.A mulher melhorou e acabou morrendo.Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.. Perguntar se gostaram da história, o que acharam do comportamento de cada um dos animais personagens, se o final poderia ter sido diferente, caso aqueles com que o rato foi falar tivessem agido de outra forma.* Deixar que dêem suas respostas livremente e comentá-las.Em seguida, levá-los a ver que a galinha, o porco e a vaca foram extremamente egoístas, negando-se a fazer qualquer movimento prático em auxílio ao rato. Todos pensavam que nada lhes ocorreria por causa da ratoeira. Contudo, com o desenrolar dos fatos, o rato, que era o único preocupado no início, acabou por ser o único poupado pela morte. Se os animais que se recusaram a dar maior atenção ao problema do rato tivessem tentado ajudar, muito provavelmente a cobra não teria sido apanhada, a mulher não levaria a picada e os bichos que viraram alimento não teriam ido parar na panela.Qual a grande lição do texto?* APós ouvir-lhes as opiniões, mostrar-lhes que, "se há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre perigo". Em termos mais simples, se existe uma pessoa com uma dificuldade, ela não é a única prejudicada.

. Perguntar-lhes de que forma os animais da história poderiam ter ajudado o rato.

. Perguntar: Se vocês estão com um problema na barriga, dizem que ela está doente ou que vocês estão?* É provável que respondam a segunda hipótese. Não costumamos tratar as partes do nosso corpo como seres a parte do resto. Se estamos com dor na barriga, ela não é a única afetada, pois está ligada ao restante do nosso organismo. Se nossa perna dói, não atenderá a um comando de nosso cérebro para correr, nem poderá nos levar a qualquer lugar. Se nossa mente se desequilibra, vários aspectos de nossa vida serão afetados.A sociedade é também um organismo em que o que acontece com uma parte afeta o todo. Se vimos que os problemas dos outros podem nos atingir, como devemos agir com relação a eles?* Após as participações dos evangelizandos, auxiliá-los na percepção de que solidariedade e caridade são imprescindíveis para o bem-estar geral.Se tiverem dificuldade com o conceito de solidariedade, explicar que é a capacidade de ver o problema do outro, de se importar e de buscar solução para ele. Comentar que, enquanto houver uma pessoa no mundo com fome, sede, frio ou doença, ele não será um lugar totalmente feliz. É a indiferença de muitos, fruto do egoísmo, que gera os grandes problemas sociais.É bom lembrar que ser solidário e caridoso de verdade é compreender quem nos chega com um problema e nos dispormos ao auxílio, mas da forma que os ensinamentos cristãos nos mostram que ela precisa, não como nós queremos ou ela deseja.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Aula:
Respeito à Propriedade alheia
Objetivo: Mostrar as crianças a necessidade de amar e respeitar o próximo, sua propriedade e seus direitos, assim como gostaríamos de ser respeitados.

Motivação Inicial: A Evangelizadora entra com o “Baú de Historias”, perguntado sobre algo seu que foi retirado do lugar por alguém, e que agora ela não acha, dando introdução para a narração da historia “O Porquinho Xereta”

Numa linda fazenda aqui perto, mora Dona Maricota e seus adorados animais. Ela adora seua animais e os trata tão bem, que até pareciam gente. Mas tinha um porquinho que era o seu xodó. Seu nome era Xereta. Muito lindinho, muito fofinho, mas danado que ele só! Tinha muitos outros porquinhos na fazenda,mas igual ele, ninguém era...
Vivia xeretando tudo e o pior era que pegava as coisas de todo mundo, tirava do lugar sem pedir, comia as coisas dos outros animais. Ah era um sufoco!
Mimosa, a vaca premiada da Dona Maricota. gostava muito do porquinho Xereta, e com muita paciência dizia:
Mas Xereta, já não te disse que é muito feio mexer nas coisas dos outro sem permissão....
Tem que falar com o dono das coisas, respeitar todos...
Mas ele ouvia em silencio, mas nem dava bola. Pegava o milho da Mimosa e comia escondido.
Pegava o osso do cachorrinho Rex, e escondia, so para deixa-lo irritado.
Até a Dona Maricota ele não respeitava. Pegou o espanador dela e saiu brincando por aí!
Mas um dia ele teve sua lição.
Todos os dia, antes de deitar, Xereta sempre lia sua revistinha de aventura preferida. Quando foi procurar, cadê?
Procuro, procurou e nada.Amanha eu acho, disse ele.
Então foi comer algo, tinha atpe guardado uma laranja deliciosa para depois, e cadê a laranja?
Quem teria se atrevido a pegar sua laranja? Foi deitar com muita raiva e então viu, seu quarto na maior bagunça! Tinham mexido em tudo! Que absurdo!
Parou, pensou, que era isso que fazia com os outros, e viu o quanto é ruim que outros venham e não respeitem nossas coisas.
No outro dia, muito cabisbaixo, contou o que havia acontecido a Mimosa. Então ela disse.: Suas coisas estão aqui. So queríamos mostrar a você o quanto é importante respeitar o próximo e também a propriedade alheia.
E desde esse dia em diante o porquinho Xereta, so era xereta no nome.

Conversar com as crianças sobre o seu dia a dia e o respeito com os semelhante, em casa, na rua, escola, Evangelização.

Atividade fixação: Fantoche Porquinho, confecionado com pratinho de bolo e palito de sorvete.



Aula


Fé raciocinada
Base doutrinária: Evangelho Segundo o Espiritismo: cap. 11 item 13, Capítulo 27 todo; Livro dos Espíritos, Perguntas: 4 a 6, 165, 192; Escrínio de Luz. Cap.:”Fé e Caridade”, “ Fé e Ação”
Objetivos:Levar as crianças a entenderem que:
Ø A Fé e humildade é que nos dão os recursos para o nosso fortalecimento, até que o Pai possa nos conceder o que merecemos
Ø Por maior que seja nosso sofrimento e desilusão, não devemos perder a confiança em Deus. Devemos conservar nossa Fé.
Ø Fé não é somente em Deus, mas em tudo o que acreditamos de coração
Ø Para ter uma fé raciocinada, devemos estudar, entendermos, para depois acreditar
Atividades iniciais:
1. Canto
2. Prece inicial
3. Introdução ao tema:
Perguntar:
a) O que você quer ser quando crescer? Você acha que vai chegar lá? Por quê?
Escutar respostas e comentar.
b) O que é fé? (escrever Fé no quadro)
Fé: certeza, crença em algo (dar exemplos: quando torcemos por um time em um jogo, acreditamos que ele vai ganhar; quando acreditamos em Deus e em seus ensinamentos, acreditamos que são o melhor caminho a ser seguido)
c) O que mais conhecemos e falamos: certeza da existência de Deus.
A fé cega e a Fé raciocinada
Malefícios da fé cega (dar exemplo: se alguém em quem confiamos muito, nosso melhor amigo nos diz da existência de um Sol azul) ? logo caímos em descrença.
É o que acontece com muitos que simplesmente acreditam em tudo o que ouvem, sem procurar conhecer.
Logo: fé inabalável é aquela que encara a razão e vence!
Esta é a fé raciocinada (completar título no quadro);
É dessa que a doutrina espírita nos fala;
É essa que devemos cultivar;
Como ter fé raciocinada? (Através do estudo)
Por isso que a doutrina nos traz: “Amai-vos e Instruí-vos” (escrever no quadro);
É para isso que estamos aqui todos as sextas; não é somente para ouvirmos e acreditarmos. Devemos tirar nossas dúvidas, entender tudo o que ouvimos, para depois podermos explicar a quem nos perguntar.
Pela certeza de um futuro certo, a fé nos serve como incentivo, alavanca de progresso e força para superar obstáculos. A fé raciocinada nos faz caminhar em linha reta, pois temos a certeza do caminho a ser seguido.
Desenvolvimento do tema:
Explicar que nossa fé é uma chama, que não podemos deixar apagar. Acender uma velinha.
Perguntar: -Como apagamos uma chama? Vento. Então vamos testar essa chama, vamos avaliar a nossa fé?
4. Desenvolvimento do tema
Fazer um leque, sentar em círculo em volta da vela. Explicar que existem muitas circunstâncias no mundo testando a nossa fé. As dificuldades, as tristezas... assim como agora a vela está com muitos leques a sua volta.
Contar uma estorinha e pedir para que nos momentos ruins (nos quais eles sentirem que o personagem sentiu) tristeza, raiva, desespero, angústia, eles abanem, tentando apagar a vela. Quando forem momentos bons, de alegria, amor, paz, eles parem.( Se a vela apagar, o evangelizador acende novamente.)
Estória: “A lição do jabuti” - retirada do livro “O Besouro Casca Dura”
A águia abriu as grandes asas e ergueu vôo. E viu na Floresta Maravilhosa vários porquinhos brincando de rolar pela grama. “Onde estará a mãe deles?” – pensou ela. E, como não vise Dona Porca pelas redondezas, voou com rapidez em direção aos porquinhos e... zás! Levou um para o seu ninho na Montanha Azul.
_Pare de chorar, disse a agia. Não vou lhe fazer mal. Eu vivo sozinha e você será tratado como se fosse um filhote meu.
Mas o porquinho continuava a chorar, cada vez mais alto, chamando pela verdadeira mãe.
_Já lhe disse para não chorar nem gritar. Não quero ficar irritada e castigar você.
Enquanto isso, lá em baixo, Dona Porca e seus filhinhos continuavam desesperados com o que acontecera. Foi quando vários animais, ouvindo lamentações, aproximaram-se, perguntando o que houve.
_A águia levou para o pico da montanha um de meus filhinhos! Ajudem-me! Por favor, ajudem-me! Quero meu filhinho mais novo de volta!
Os animais entreolharam-se
_Eu gostaria de ajudá-la, disse o tamanduá. Mas não posso, não tenho forças para subir a montanha, que é muito
alta!
_ E o senhor Quati?
_Eu?
_ Sim, pode me ajudar?
O Quati sacudiu a cabeça, negativamente.
_Ah, não posso...tenho medo de dona Águia!
Nesse momento, aproximou-se devagarzinho o jabuti conhecido pelo apelido de “Capacete”, devido à sua casca. E foi logo dizendo:
_Se a dona porca quiser, estou aqui para ajudá-la.
Os animais deram uma gargalhada.
_Ajudar com essas pernas curtinhas e esse corpo pesado? Exclamou o tamanduá rindo.
_Você não conseguirá com essas perninhas e com esse peso chegar ao pico da montanha! É melhor desistir, acrescentou o quati, achando, também graça.
O jabuti, muito sério, respondeu:
_Deus ajuda quem tem boa vontade. Eu sou pesado e tenho as pernas curtas, é verdade. Mas com minha vontade hei de trazer de volta o filhinho de dona porca.
E começou lentamente a subir a montanha. Gastou muito tempo para chegar ao alto. A águia, felizmente, fora buscar alimentos, longe... O porquinho, ao ver o jabuti, saiu do ninho e correu ao seu encontro.
_Graças a Deus alguém veio me salvar! Rezei tanto para isso! Como está minha mãezinha?
_Sua mãe e seus irmãos estão bem, respondeu o jabuti, respirando com dificuldade. Eu é que não estou...deixe-me respirar um pouco... Pronto! Agora sim, estou ótimo!
_Como fugir daqui? Não sei o caminho de volta e você, Capacete, não consegue correr. A águia nos pegará...ela vai voltar de um momento para o outro!
_Tenha fé em Deus e encontraremos uma solução.
_Olhe! Exclamou de repente o porquinho, arregalando os olhos. Veja aquela nuvem negra... É a águia! Ela
chegará dentro de pouco tempo! O que fazer?
_Orar meu amiguinho. A prece remove montanhas! E nós estamos em uma montanha...oremos já!
E começaram a orar o Pai Nosso. Após a prece, ambos viram aparecer o espírito luminoso do pai do jabuti, que disse:
_Ouvi o pedido de socorro e vou ajudá-los. Ao pé desta montanha existe um grande lago de águas azuis. Vocês devem mergulhar nele.
_Eu sei nadar muito bem. Foi o senhor que me ensinou! Respondeu o jabuti.
_Depressa meu filho. Faça o que eu disse! A águia já está chegando. Mergulhe no lago com seu amiguinho...coragem!
O jabuti pediu que o porquinho se agarrasse firme em seu casco.
_Segure com mais força .Assim!
E ambos se atiraram no lago... tibum! Exatamente quando a águia pousava no ninho.
Dona porca, quando viu o filhinho chegar carregado pelo jabuti, correu ao seu encontro, chorando de alegria.
O jabuti, humilde, olhava os dois.
_Deus lhe pague pelo que fez! Disse dona Porca. Realizou uma façanha que muito animais grandes e ligeiros não seriam capazes! Como conseguiu?
_Com a minha fé! Respondeu o jabuti.
E, lentamente, afastou-se, enquanto pensava:
_Eu nada sou, mas, estando com Deus, que pode o mundo contra mim?

Ø Ao fim da estorinha, dizer que a chama é como nossa fé. Ela é bonita e brilha dentro de nosso peito. Mas, com as dificuldades da vida, muitas vezes ela quase apaga. Se a tristeza nos domina, esquecemos dela. Por isso devemos estar sempre exercitando-a, estudando o evangelho, pra que não deixemos que ela se apague.
Ø Perguntar se eles perceberam que as vezes que ela apagava, alguém acendia. Explicar que é o papel de nosso mentor: sempre nos amparando quando estamos em dificuldade. Devemos ter fé, porque não estamos sozinhos, Deus nos ampara.

Atividade final:
Fazer uma gincana. Dividir a sala em dois grupos. Fazer perguntas sobre a estória e sobre o tema da fé em papeizinhos. Cada vez um sorteia uma pergunta e responde. Se não souber, o grupo pode ajudar. Fazer um número de perguntas até que todos ganhem em número igual.
Sugestões de perguntas:
- O que é fé?
- O que faz a nossa fé quase se apagar?
- Como ter fé raciocinada?
- O que é fé?
- O que devemos fazer para que a nossa fé não se apague?
- Qual a diferença entre fé cega e fé raciocinada?
- Qual era o apelido do jabuti? Por que?
- Para onde a águia levou o porquinho?
- Por que os animais não queriam ajudar a dona porca a salvar o seu filhinho?
- Quem ajudou a dona porca a resgatar o seu porquinho?
- Por que os animais riram e acharam que o jabuti não ia conseguir salvar o porquinho?
- O que deu coragem ao jabuti para salvar o porquinho?O que o porquinho e o jabuti lembraram depois de
orar o Pai Nosso?
- O que o porquinho e o Jabuti fizeram quando viram a águia voltando?
- Como o porquinho e o jabuti fugiram da águia?
- A águia queria fazer mal ao porquinho?
Aula
LEI DIVINA E LEI DOS HOMENS

Objetivo: mostrar às crianças as leis humanas e divinas e a necessidades de se ter leis e regras.

Motivação Inicial: Improvisar uma estrada, sendo que as crianças serão os carros. Dividir as crianças em grupos (carros e pedestres, guardas) Coloque varias situações onde os carros andarão sem nenhum limite de velocidade, sem sinalização, enquanto outro grupo de carros tenta um cruzamento na estrada: outra situação em que os pedestres tentarão atravessar sem nenhuma segurança: depois outra situação, mas com placas e guardas de transito.

Desenvolvimento: Conversar com as crianças a respeito da dinâmica, mostrando a necessidades de regras, pedir que as cçs digam outras regras da sociedade (Não fumar, justiça, não pisar na grama, fazer silencio etc)

Em todos os ambientes que freqüentamos, devemos seguir algumas
regras para que nossa convivência com as outras pessoas seja o melhor
possível. Precisamos criar e cumprir regras para nós mesmos, não para
ficarmos presos por elas, mas para que consigamos organizar melhor nossa
vida e cumprir nossos objetivos.

E as leis de Deus, onde estão escritas?
Digam algumas leis de Deus


Falar um pouco sobre cada lei(lei do trabalho, conservação, sociedade, justiça amor e caridade, etc) e em como saberemos se estamos agindo certo ou errado. Mostrar as cçs que saberemos quando estamos agindo bem ou mal, perguntando-nos se gostaríamos que fizessem conosco o que estamos fazendo.

Aplicar a dinamica: Fazer ao próximo o que gostaríamos que nos fizessem.

Cada criança escolherá uma tarefa para seu companheio (pular,cantar, chorar etc) mas ao final será ele mesmo que fará a tarefa.

Gostamos do que desejamos ao próximo? O que sentimos?

Fixação: Dividir as cçs em dois grupos e cada um deverá confeccionar um cartaz com as regras que serão utilizadas nas aulas de evangelização. Um cartaz será “EU POSSO’ outro o “EU NÃO POSSO”
Levar folhas adesivas onde as crianças poderão desenhar, pintar e escrever as regras . Deixe que enfeitem com quiserem, levar figuras e adesivos de flores, corações etc.

Aula


Ação e Reação

Objetivo: Mostrar à criança as conseqüência de nossos atos e como isso pode influenciar nosso futuro. As conseqüências de nossos atos bons ou maus.

Incentivação Inicial: Bolinha pingue-pongue / Tábua – Pregos

As crianças jogarão a bolinha com maior ou menor intensidade, demonstrando assim que
que tudo que fizermos voltará da mesma maneira.
Mostrar a tábua (cartolina) para as crianças, dar um prego e pedir que furem; A educadora mostrará que ficaram marcas, assim como nosso atos e palavras.

Desenvolvimento

Contar a estória, pedir que as cçs digam más ações e então vá furando, ao final peçam que ela digam boas ações. Conclua a estória mostrando as marcas e o seu significado.
A Tábua
“Quando menino eu era traquinas, rabugento, respondia a tudo que me dissessem e não contribuía, absolutamente, para que nossa casa fosse um paraíso. Muito pelo contrário! Meus pais me aconselhavam com paciência infinita e com muito amor sem que eu, entretanto, seguisse os seus conselhos. Um dia papai me chamou para conversarmos. Eu tinha feito diabruras de toda espécie e pensei que ele tinha perdido a paciência e ia, ou dar-me uma surra, ou um castigo e uma repreensão. Ele, todavia, não fez nada disso. Não parecia aborrecido e simplesmente me disse:
- Filho, eu percebo que você não tem idéia do que é a sua conduta. Mas pensei em algo que poderá lhe mostrar isso muito bem. É uma brincadeira, mas poderá lhe ajudar muito. Venha comigo. Levou-me à sua improvisada oficina de trabalho. Lá dentro falou-me: Veja tenho aqui uma tábua nova, lisa e bonita. Todas as vezes que você desobedecer ou tiver uma ação indevida, espetarei um prego nela.
Pobre tábua! Em breve estava crivada de pregos! Mas, a cada vez que eu ouvia meu pai batendo o martelo, sentia um aperto por dentro. Não era só a perda daquela tábua tão bonita, aquilo era, também, uma humilhação que eu mesmo me infringia. Até que um dia, quando já havia pouco espaço para outros pregos, eu me compadeci da tábua e desejei, de todo o coração, vê-la nova, bonita e polida como era. Fui correndo fazer essa confissão a meu pai e ele, fingindo ter pensado um pouco, me disse:
- Podemos tentar uma coisa. De cada vez que você se portar bem. em qualquer situação, eu arranco um prego. Vamos experimentar.
Os pregos foram desaparecendo até que, ao fim de certo tempo, não havia nenhum! Mas não fiquei contente. É que reparei que a tábua, embora não tivesse pregos, guardava as marcas deles.
Discuti isso com meu pai que me respondeu:
- É verdade, meu filho, os pregos desapareceram, porém as marcas nunca poderão ser apagadas. Acontece o mesmo com o nosso coração. Cada má ação que praticamos deixa nele uma feia marca. E mesmo que deixarmos de cometer a falta, a marca fica lá: é a culpa. Nunca mais me esqueci daqueles pregos e da tábua lisa e polida, cuja beleza foi inapelavelmente destruída. E passei a tomar muito cuidado para que a sensação da culpa não marcasse daquela forma o meu coração. “Essa experiência me fez pensar muito e estou certo de que, uma vida digna e bem vivida poderá levar um coração, até o fim, a se manter livre de qualquer prego e das marcas conseqüentes”.

Atividade Fixação: Figuras com ação e reação para distribuir entre as crianças. Depois de pintar cada um procurará seu par. As crianças colarão num painel cada par.